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Os Benefícios Comparativos de um Parto Activo

Janet Balaskas 2001

tradução autorizada: Talia Gevaerd de Souza

Posições Verticais

Cócoras, de pé, de joelhos

- Atuação eficiente da gravidade

O peso da cabeça e do corpo do bebê fazem pressão por igual e vinda de cima sobre o colo do útero, o que resulta em uma dilatação mais rápida.

- O útero pende para frente durante as contrações

Quando a mãe inclina o tronco para frente, isto pode acontecer sem resistência. As contrações então são mais eficientes, e com menos dor.

- Não há pressão sobre as artérias e veias

Inclinar o tronco para frente permite melhor fluxo de sangue para o bebê e a placenta, e melhor oxigenação. Portanto, há menos risco de sofrimento fetal.

- O sacro está móvel

O canal pélvico pode se alargar e se ajustar ao formato da cabeça do bebê.

- As articulações da pélvis podem se expandir

Menos pressão nas articulações diminui a dor (principalmente das costas). Mais espaço, já que aumentam as proporções pélvicas internas.

Segundo estágio – o parto

Pélvis na vertical

- O ângulo de descida do bebê é o mais fácil – para baixo e para fora.

O útero pode aplicar o máximo de sua força, tornando o esforço para parir mais eficiente, e diminuindo o tempo do segundo estágio.

- O períneo expande uniformemente

Diminui o risco de lacerações.

- O bebê no nascimento está em ótimas condições quando o parto é ativo

Menor necessidade de anestesia, analgesia e intervenções, o que reduz o risco de efeitos colaterais. A mulher se sente orgulhosa, com poder e satisfeita.

Mantendo-se em posição vertical para o terceiro estágio - a saída da placenta

- A gravidade ajuda na separação e expulsão da placenta e na retração do útero, reduzindo a necessidade de sintometrina (no Brasil, é usado atualmente apenas a ocitocina pura).

- Os fluidos são drenados eficientemente do útero, reduzindo o risco de infecção.

- Fica fácil posicionar bem o bebê para a primeira mamada. Sugar o peito estimula o útero a contrair e reduz a perda de sangue.

Posições Reclinadas

Semi-reclinada, supina

- Oposição à gravidade

Menos pressão do peso do bebê sobre o colo do útero. Pressão desigual no colo uterino leva à dilatação mais lenta e maior propensão a um ‘lábio anterior’ (pedacinho do colo uterino que ainda falta dilatar).

- O útero trabalha contra a gravidade

Estas posições se opõem à gravidade, e a resistência resultante torna as contrações menos eficientes e mais dolorosas.

- O peso do útero comprime as artérias e veias

Pode comprometer o fluxo sanguíneo para o útero, aumentando o risco de sofrimento fetal.

- O sacro está imóvel

Com o peso da mãe sobre o sacro, a passagem pélvica fica mais estreita.

- Pélvis menos móvel

Maior pressão sobre os nervos aumenta a percepção da dor. Menos espaço para o bebê, já que diminuem as proporções internas da pélvis.

Segundo estágio – o parto

Pélvis na horizontal

- O ângulo de descida do bebê é mais difícil – para cima

A força feita para parir se mostra menos eficiente, prolongando o segundo estágio.

 

- O períneo não pode expandir uniformemente

A cabeça do bebê faz pressão direta sobre o períneo, e o risco de laceração aumenta.

 

- O bebê no nascimento pode estar comprometido caso o parto seja passivo.

Maior necessidade de analgesia, anestesia e intervenções, com possíveis efeitos colaterais.

 

Deitar-se após o parto

 

- Separação e expulsão da placenta menos eficientes. Retração mais lenta do útero pode criar a necessidade de sintometrina (no Brasil, atualmente se usa ocitocina pura) para prevenir perda de sangue excessiva.

 

- Os fluidos tendem a represarem no útero, aumentando o risco de infecção.

 

- Fica mais difícil posicionar bem o bebê para amamentá-lo.

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